Mater · Psicologia Perinatal
A FIV cuida da biologia. E de tudo o que você sente entre uma etapa e outra?
Estímulo, coleta, transferência, betaespera. Cada fase carrega esperança e medo na mesma dose. Existe um lugar para colocar esse peso enquanto você atravessa o tratamento.
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Talvez você reconheça isto
A sua vida virou um calendário de medicação, exames e datas. O corpo está medicalizado, e a cabeça não desliga um minuto.
A betaespera é a pior parte. Você mede cada sintoma, evita se animar para não se machucar, e ao mesmo tempo não consegue pensar em outra coisa.
Depois de tanto investimento, financeiro e emocional, o medo de um resultado negativo parece grande demais para caber em você.
A carga emocional do tratamento é real
O que está acontecendo
A reprodução assistida cobra do corpo, do bolso e das emoções ao mesmo tempo. Cada ciclo mobiliza uma esperança enorme e, quando não dá certo, uma perda igualmente grande.
Esse desgaste tem nome e é esperado. Cuidar dele não atrapalha o tratamento, ajuda você a atravessá-lo com menos sofrimento e a tomar decisões difíceis com mais clareza.
Você não precisa ser forte sozinha o tratamento inteiro
Segurar tudo por dentro não deixa a FIV dar mais certo. Só deixa você mais sozinha no processo.
O acompanhamento caminha ao seu lado em cada etapa, para que a espera e o medo não consumam o que você é fora do tratamento.
Como o acompanhamento ajuda
Manejar a ansiedade das etapas e da betaespera, com ferramentas práticas.
Dar lugar ao luto das tentativas que não deram certo, sem ter que engolir e seguir.
Apoiar as decisões difíceis do tratamento, no seu tempo e com o parceiro.
Cuidar da relação do casal, que também sente o peso de cada ciclo.