Mater · Psicologia Perinatal
Cansei de ser mãe, e meus filhos nem são mais bebês
O esgotamento não foi embora quando eles cresceram. Ficou a exaustão, a culpa e a sensação de ter se perdido de si em algum ponto do caminho. Isso também é para cuidar.
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Talvez você reconheça isto
Todo mundo diz que agora deve estar mais fácil. Mas você segue no automático, cuidando de tudo e de todos, com um cansaço que já virou paisagem.
Quando param para te perguntar o que você gosta de fazer, você trava. Faz tanto tempo que a resposta não é sobre os filhos que você nem sabe mais responder.
E vem a culpa dos dois lados: de não ter aproveitado mais quando eram pequenos, e de querer, agora, alguma coisa que seja só sua.
Isto tem nome: a matrescência que não terminou
O que está acontecendo
Virar mãe transforma a identidade da mulher, um processo chamado matrescência. Assim como a adolescência, ele mexe com quem você é. E, ao contrário do que se pensa, ele não acaba quando o bebê cresce.
Quando não há espaço para se cuidar, essa transformação fica pela metade. A mulher vai se apagando dentro do papel de mãe, e anos depois percebe que se perdeu de si sem nunca ter parado para se reencontrar. Isso não é ingratidão nem drama. É um processo real, e dá para retomá-lo.
A maternidade não te devolveu quem você era
E ninguém te avisou que isso ia doer anos depois. Não é tarde demais, e não é egoísmo querer se reencontrar. Você pode ser mãe e, ao mesmo tempo, voltar a ser uma pessoa inteira.
O acompanhamento ajuda você a sair do piloto automático, olhar para o que ficou pelo caminho e reconstruir, aos poucos, um lugar que seja só seu.
Como o acompanhamento ajuda
Nomear o esgotamento que virou rotina, para parar de tratá-lo como normal.
Trabalhar a culpa que aparece toda vez que você pensa em si mesma.
Reconectar com o que te dá sentido para além de ser mãe.
Reconstruir, no seu ritmo, uma vida com mais espaço para você.