Mater · Psicologia Perinatal
Pensamentos ruins com o seu bebê que te assustam, e que você não conta para ninguém
Imagens ou ideias involuntárias de que algo pode acontecer, ou de que você mesma poderia fazer algo. Elas te horrorizam justamente porque vão contra tudo o que você é. Isso tem nome, tem explicação e tem tratamento.
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- Sigilo absoluto
- Sem julgamento
- CRP 04/75001
Talvez você reconheça isto
Vem uma imagem na sua cabeça de algo terrível acontecendo com o bebê. Ela some, mas o susto fica, e você passa o dia com medo de si mesma.
Você começou a evitar a faca, a escada, a janela, a hora do banho. Confere tudo várias vezes. Tem vergonha demais para contar, com medo de que achem que você é um monstro.
No fundo, o que mais te apavora é a pergunta: e se, sem querer, eu fizer alguma coisa?
Isto tem nome: pensamentos intrusivos
O que está acontecendo
Pensamentos intrusivos são ideias ou imagens indesejadas que aparecem sozinhas e causam angústia. Na maternidade eles são muito mais comuns do que se imagina, e podem fazer parte de um quadro de ansiedade ou de TOC perinatal.
O detalhe que muda tudo: esses pensamentos te horrorizam porque contrariam quem você é. Quem tem medo de machucar o filho é justamente quem menos ofereceria risco a ele. Por isso o pensamento gruda e assusta tanto.
Isso é diferente de psicose. Confundir as duas coisas é um dos erros mais cruéis nessa área, porque cala a mãe que mais precisa falar. Se um pensamento te assusta a esse ponto, ele é o oposto de um plano. É ansiedade, e ansiedade tem tratamento.
O medo de ser um monstro é a prova de que você não é
Você não escolheu esses pensamentos e não quer eles ali. Sofrer com a ideia de um dano é o contrário de desejar esse dano.
A terapia não trata você como alguém perigoso. Trata o sofrimento e a ansiedade que estão por trás desses pensamentos, para que eles percam a força e você recupere a paz de ficar perto do seu filho sem terror.
Como o acompanhamento ajuda
Entender o que são esses pensamentos e por que eles insistem, o que já alivia grande parte do medo.
Reduzir a ansiedade e a vigilância constante, com ferramentas práticas da Terapia Cognitivo-Comportamental.
Parar aos poucos com as evitações e as verificações que só alimentam o ciclo.
Devolver a você a tranquilidade de estar com o seu bebê.
Você pode falar disso em um lugar seguro
Sem julgamento e em sigilo. Dizer em voz alta, para alguém que entende, já é o começo do alívio.